sexta-feira, 23 de outubro de 2009


terça-feira, 30 de junho de 2009

Fawcett em tempos de Jacko...


Em tempos em que a morte de Michael Jakson é a "pauta da vez" – bombardeio de informações, especulações, programas especiais – a GNT lança um olhar sobre Farrah Fawcett. A atriz, que há anos lutava contra um câncer, ficou conhecida por seu papel na primeira temporada da série As Panteras. Morreu no mesmo dia que Jacko: na quinta-feira passada, 25 de junho.

O canal GNT comprou na segunda-feira (29) o documentário Farrah Fawcett: a jornada contra o câncer, já exibido na TV norte-americana. Ideia da própria atriz, o vídeo apresenta suas jornadas por hospitais e um encontro com o filho, preso por porte de drogas. O GNT transmite o documentário na sexta-feira (03) às 21h. Também reserva mais espaço na sua grade de programação para o vídeo na segunda (13) às 00h30; terça (14) às 14h e segunda (20) às 11h.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Coletiva.net será implodido


O Coletiva.net, criado em abril de 1999, era um informativo diagramado no Page Maker e com circulação semanal, via fax, para cerca de 200 profissionais de comunicação. Com boa repercussão no mercado e a evolução tecnológica o informativo migrou para a internet. Agora, no ano em que comemora seu 10º aniversário o Coletiva.net mostra que continua atento às mudanças das chamadas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs).

Hoje, a exemplo do que é feito em prédios, o portal será implodido. O que ocorre é a implosão do modelo antigo para a instalação de um novo. Foram instaladas na estrutura do portal “dinamites” que serão acionados às 17h de hoje, permitindo que o público acompanhe em tempo real o início da alteração dos modelos do Coletiva.net. Na home do site já tem uma dinamite fazendo a contagem regressiva (foto) para a "primeira implosão digital de um site" como o próprio portal intitula a ação. O Coletiva.net já repaginado está programado para entrar na rede, pronto, na segunda-feira, dia 15.

O editor do Portal, Antonio Vieira da Cunha afirma que o novo site trará muitas novidades – inclusive mais possibilidades de interação. Mas garante que manterá seu foco de apresentar os principais fatos de interesse de profissionais e empresas de comunicação do Rio Grande do Sul.

Matéria na integra em:
http://www.coletiva.net/noticiasDetalhe.php?idNoticia=30827

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Jóia nossa de cada dia


* Por Juliano Martins

O que você espera encontrar quando abre uma caixinha de música? Uma linda bailarina que dança sob um som doce e agradável. Boa resposta. Mas o que mais tem lá dentro? Antes disso, você tem uma caixinha de música? Bom, eu não tenho! É nesse ponto que me obrigo a dizer que todos nós temos, talvez, alguma “caixinha de música” na vida. Sabe por quê? Porque todos nós guardamos alguma jóia especial. Uma pérola. Um segredo. As jóias podem não ser aquelas usadas no pescoço, orelhas ou dedos das mãos. Podem sim ser uma lembrança que fica guardada na caixinha como se estivesse dentro de um cofre. Pode ser o tal segredo que ninguém sabe. E ouse falar aquele que não tem segredos. Todos têm.

É nesse sentido – também - que a artista Kátia Costa criou uma instalação chamada Caixa de Música. Trata-se de uma caixa em que as pessoas têm a liberdade para entrar. O móvel construído com o intuito de receber o público no seu interior, é revestido de espelhos. A interação do expectador com a obra é quase palpável. Mas, entrando na caixa de música de Kátia Costa, que jóia pode-se imaginar encontrar? Os espelhos refletem você. O próprio visitante, sujeito, bailarino, jóia ou segredo é o papel principal na relação. E não há nada de egocêntrico nisso. Apenas a exaltação das potencialidades de cada um. Seus feitos cotidianos. Lembre-se deles quando estiver lá dentro. É bom lembrar também do quanto sua personalidade é importante nas suas conquistas diárias.

Kátia Costa nasceu em Porto Alegre em 1969. É fotógrafa profissional e artista plástica. Formou-se em Artes Plásticas, com ênfase em fotografia, pela UFRGS. A Caixa de Música venceu o 18º Salão de Artes Plásticas da Câmara Municipal de Porto Alegre.

A exposição da artista, que esteve na Pinacoteca da Feevale, em Novo Hamburgo, volta para a Câmara Municipal de Porto Alegre a partir de segunda-feira, 1º de junho.

Serviço

Exposição: Caixa de Música, de Kátia Costa
Local: Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva, 225, 3º andar)
Horário: De segunda a quinta, das 9h às 18h. Sexta, das 9h às 16h

* Juliano Martins é acadêmico de jornalismo da Feevale e colaborador do Rua das Artes.

Foto:
Kátia Costa / Divulgação

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Arcangelo Ianelli é enterrado hoje em SP


O artista plástico Arcangelo Ianelli foi enterrado hoje no cemitério Gethsêmani, na região do Morumbi, em São Paulo. Ianelli faleceu ontem pela manhã de falência múltipla de órgãos, aos 86 anos. Há quatro meses estava internado por causa de problemas cardiovasculares. Com obras expostas em museus do Japão, México, Itália, Canadá e na América Latina e constando nos acervos das principais instituições brasileiras, o artista começou como com desenhos a carvão - como autodidata - e passou pelo figurativismo com modelos vivos e paisagens urbanas. Seus quadrados e retângulos monocromáticos se tornaram, posteriormente, a marca registrada de Ianelli.

Foto: Obra Vibrações em Vermelho (2002)
Crédito: Divulgação

terça-feira, 26 de maio de 2009

Crise e presidência: Bienal ou Trienal Internacional de São Paulo?

Enfrentando uma crise, o conselho de administração da Bienal de São Paulo trabalha com a hipótese de um adiamento da próxima edição da mostra para 2011. A instituição ainda não votou no sucessor de Manoel Pires da Costa na presidência da Fundação Bienal. Fábio Cypriano, jornalista da Folha de São Paulo, afirma que a debilidade finaceira que exposição de arte contemporânea acarretou no ano passado afugentou potenciais candidatos. Inclusive foi um dos motivos alegados por Andrea Matarazzo, no mês passado, para justificar sua recusa em presidir a instituição. Estes são fatores que levaram à possibilidade de adiar em um ano a próxima Bienal.

Hoje, a Folha Online publicou uma entrevista com o empresário Heitor Martins, que aceitou candidatar-se à presidência da Fundação. A eleição está marcada para a próxima quinta-feira. Na entrevista Heitor Martins fala sobre suas motivações para aceitar o cargo e sobre a situação financeira da Bienal de São Paulo – que para ele ganhou dimensão exagerada (será?). Além disso, diz que pretende realizar a 29ª edição da exposição ainda em 2010 e expõe alguns de seus objetivos. Um deles é fazer uma Bienal em que o debate proposto seja mais plástico do que conceitual - comparado à 28ª edição.

Em resumo, Heitor Martins afirma que seu projeto para a presidência da 29ª Bienal Internacional de São Paulo está calcada em três vertentes básicas: resolver a situação financeira, viabilizar a Bienal em 2010 e preparar as bases para um projeto continuado. Afirma que vai trazer uma agenda positiva, e que com isso os recursos virão, desde se consiga entusiasmar a sociedade.

Dá uma olhada na entrevista na íntegra:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u571632.shtml

Quer saber mais? Clica aí:

• Após desistência de Matarazzo, Bienal continua em busca de presidente
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u558394.shtml

• Andrea Matarazzo se recusa a presidir a Bienal de SP
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u556758.shtml

• Em crise, Bienal é adiada para 2011; fundação procura presidente
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u552111.shtml

Foto: Pavilhão Cicillo Matarazzo.
Crédito: Juan Guerra / Fundação Bienal de São Paulo

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Iberê Camargo – Sentimento à mostra


Por Juliano Martins*

Numa onda fenomenologista, tenho lido Bachelard, Heidegger e Maffesoli. Este último diz que só podemos entender bem uma época sentindo seus odores. Os humores sociais estariam suscitados eloqüentemente nas paixões e nas crenças, desvarios. No último sábado, 09, fomos admirar a forma como uma mente brilhante entendeu e exprimiu os odores de seu tempo.

Pessimista em algumas fases – minha preferida – ou cultuando os carretéis da infância, Iberê Camargo não pintava o que via, mas o que sentia. Iberê Camargo: um ensaio visual, em exposição da Fundação Iberê Camargo, reúne obras do acervo da fundação que mostram a pintura do artista - de todas as suas fases – de forma que retrata um Iberê despreocupado em satisfazer gostos específicos, mas sim desconstruir o que via a ponto de criar algo novo. Em sua visão mais obscura, como quando pinta sob a influência do horror da Segunda Guerra, Iberê mostra o desalento do ser humano, a fundura do olhar que parece um buraco negro. Atenções especiais merecem os quadros que carregam essa marca forte do artista, tons de azul escuro, marrom e preto. Pinceladas fortes e olhos negros característicos, que inclusive são motivo de inspiração para a dona deste Rua das Artes.

Artista da abstração, do figurativo, retratava a existência e a situação do homem e do mundo. Procurava o subjetivo, o que estava por detrás das máscaras. Não via, sentia. A mostra tem o apelo da estética, mas também busca o sentimento de quem se propõe ao exercício primeiro da contemplação visual.


* Juliano Martins é acadêmico de jornalismo da Feevale e colaborador do Rua das Artes.